Um blog onde a inteligência dos posts é comparável às intervenções do Mário Lino.
Hoje em dia as conferências de imprensa estão em voga. Mas não, não é para informar nem nada parecido com isso. Hoje as conferências de imprensa são os espaços mais inúteis (na falta de melhor termo, diga-se) que podem ser preenchidos na televisão.
Ora como situação de estudo de caso temos a conferência de imprensa que Abel Xavier deu ontem (24/01/10).
Bem o homem afirmou que mudou de religião e que iria começar a fazer qualquer coisa de caridade e tal, que não percebi (sim eu estou a maldizer, mas a verdade é que não vi a notícia desde o início...mas é por isso que sou um "tuga" a preceito!).
Depois de três longos segundos de reflexão pensei: "pá fantástico, estou estupendamente infinitamente (e mais uma carrada de advérbios acabados em -mente) espantado, impressionado". Daí a 5 milissegundos outro pensamento chega: "wowwww uauuuuu... hummm... não tenho nada a ver com isso!!! Como é possível que usando cerca de 100 palavras diferentes não tenhas dito nada mais interessante que um papagaio que usa apenas 60?". No segundo seguinte chego a esta magnífica conclusão: "sinceramente Abel "Faisal" Xavier, deverias fazer uma conferência de imprensa se de facto um dia na tua vida decidisses fazer algo normal, do tipo usar papel higiénico após defecar ou rapar esse cabelo!".
PS: Admito o exagero em relação à parte em que me refiro ao cabelo. Talvez deixar de usar lixívia Varel resolvesse o problema...
Esta foi mesmo uma pérola que encontrei hoje! Sei que entrou em vigor o novo acordo ortográfico, mas nem com mil alterações...a respeito de uma notícia sobre o Benfica, no MaisFutebol (http://www.maisfutebol.iol.pt/comentarios/2/benfica/benfica-alan-kardec-eder-luis-mafra-liga-intercalar-maisfutebol/1114380-1456.html#n):
" ena pa mais uma derrota
eu pg nao tem golos do semgol pongolenos treinos para noticiar ou entao o ja famoso jogo do atira a bota ao stewart no tunel da luz pois nisso tem k falar so quando o dono mandar ,, tou pa ver se e publicado "
Há quem diga que quando se bebe não se conduz...acrescento, quando se bebe não se escreve!
"As drogas intelectuais, ao contrário das drogas físicas, não são proibidas. Quando alguém entra em transe religioso, e começa a falar de seres de outros mundos e demais visões decorrentes do consumo de drogas intelectuais, toda a gente acha normal. Já se for decorrente de uma droga física toda a gente fica indignada. É uma discriminação para com os toxicodependentes. Se alguém é apanhado numa transe de álcool, proíbem-no de conduzir e é socialmente excluído. Se é apanhado numa transe religiosa, a fazer figurinhas em Fátima de joelhos e dizer palavras mágicas, já acham muito normal. Não há igualdade perante as drogas nem perante os drogados. Está mal. Se é permitido aos teodependentes que consumam, que tenham casas de chuto só deles, e ainda que levem a sério (sem se rir) o que dizem sob o efeitos das suas mocas, também havia de existir a mesma liberdade, tolerância e respeitabilidade para os que gostam mais das outras drogas, e para o que dizem sob efeito delas. Dizer que Deus não existe a um religioso é a mesma coisa que dizer a um heroinómano que a moca que a heroína dá é virtual, e só acontece na cabeça dele. É lógico que o toxicodependente recusa-se a crer que a sua moca não é real. Além disso não há ninguém mais odioso que um limpinho no meio dos drogados. É o que acontece aos ateus no meio dos cristãos. Um gajo que se recusa a partilhar a nossa droga merece morrer. E é esse o ódio dos cristãos aos ateus. Pior que aqueles que consomem outras drogas só os limpinhos."
PS: Vide link indicado para ter noção do contexto do comentário!
Hoje em dia, quem navega na net arrisca-se a comentar em tudo quanto é sítio. E devo dizer que muitas vezes vou aos jornais online para ler o título da notícia e os comentários subjacentes.
A verdade é que li comentários do mais alto grau de comédia, alguns bem intencionados e bem construídos e outros com linguagem tão rudimentar quanto o biface.
Vou fazer então um "best off" dos mesmos! Espero que gostem! ;)
A propósito da passagem de ano, notei que algo de errado se passa com esta data. É que aparentemente nada de novo há a festejar a não ser uma mera mudança de números. Aliás até é chato!
E chato porquê? Ora uma mudança de ano implica que 2009 deixe de existir. E se 2009 não existe, não se pode escrever em lado algum. Acontece com muita frequência que quando por alguma razão escrevemos a data, nos enganemos no ano... de tão agarrados ao passado, não somos capazes de mudar aquele dígito e ficamos a sofrer desse síndrome até Março! É muito!
Outra razão para não se festejar a mudança de ano é saber que após a mudança nada acontece. Come-se as passas, faz-se resoluções, mas chegadas as 0h 22min 13 segs vai tudo por água abaixo. Ou aquela pessoa que prometeu nunca mais tocar numa bebida alcoólica decide beber o copo de despedida, ou aquele que prometeu emagrecer despede-se da fatia de bolo da tia, da avó e da sobrinha, ou mesmo aqueles que prometeram deixar-se de bilhardices ligaram a TVI...
Falando a sério, eu até gosto da passagem de ano. É sempre uma boa desculpa para se festejar à grande e com toda a euforia sem se saber bem porquê. Para muitos é uma boa desculpa para uma bebedeira mítica. Aliás adoraria que reduzissem os anos a 6 meses (já que os cortes estão tanto na moda), para que festejássemos "reveillons" mais frequentemente e eu tivesse mais desculpas para usar o fato, que durante um ano fica ao sabor do bolor!
Um grande 2010 para todos!
Percebo perfeitamente que as mais recentes declarações do Saramago foram feitas num timming muito inteligente. Sei que o rapaz até escreveu um livro e soltar uma das suas ideias agora foi um acto inteligente. Sei também que Saramago não é um tipo perfeito e sinceramente até nem percebo qual é a dele de escrever tudo com aquelas pontuações erradas...uma pessoa quer ler um livro dele e essa leitura é o equivalente a ir numa daquelas estradas super-esburacadas e sem sinais de trânsito (perdoem-me a ignorância os intelectuais, mas eu sou assim)...mas sim o rapaz ainda por cima tem dúvidas acerca da sua nacionalidade e quase que se sente mais espanhol...
Bem, seja lá como seja adorei as críticas à Bíblia! Não sei se é algum tipo de vingança pelas tardes de sábado perdidas na igreja a contemplar candelabros ou pelos sermões do tipo chiclete, em que mastiga, mastiga e não se engole nada...e adorei de facto ver as reacções da igreja e de alguns portugueses.
E intolerância é a primeira palavra que uso para as descrever. Sinceramente até fiquei um bocado a pensar se muitos não estariam a agir como os muçulmanos quando se questionam o Alá. Vi uma tendência de partir para o insulto e não para debate, do género: "Ahh a bíblia é um antro do mal? Então tu Saramago és um idiota que deverias já renunciar à nacionalidade portuguesa, velhote do estupor e ainda por cima és comuna!". Em lado nenhum vi respostas mais racionais, do género "bem essa é a opinião dele, nós respeitamos, mas para nós as coisas são assim, assim e assado".
Sabeis vós. mais distraídos, que Saramago afirmou que a Bíblia é "o manual de maus costumes e um catálogo do pior da natureza humana". Iniciando a discussão disto, acho que é uma ideia válida. Não conheço a bíblia muito bem, mas muitas das suas passagens apelam-nos a duas coisas: medo (do tipo não mates o teu próximo porque podes ir para o inferno, ao invés de salientar "não mates o teu próximo, pois se começarmos a matar-nos como loucos, não há quem durma em paz") e crença cega ("bem eu vi Deus meu irmão e pá, Deus não estava com disposição de vos aparecer a todos, logo ele manda -vos dar esmolas aos pobres e fazer umas oferendas generosas aos Seus sacerdotes, tipo eu e tal..."). Ele fez essa interpretação, legítima, tal como outras milhares. Espero que sejamos todos inteligentes e saibamos discutir isto a modos de gente!
Creio que toda a gente já viu aquele vídeo triste desta senhora no GNT. Sim, não preciso de dizer nada sobre isso...
Fiquei agora pasmado por ver que esta senhora acha que nós, portugueses (os tais que falam esquisito [espanto]), no seu pseudo-pedido de desculpas, acha que nós não temos sentido de humor!
Então deixe que lhe responda à letra,será que povo com um sentido de humor tão fraco seria tão capaz de eleger um Sócrates, um Valentim ou dar 10% de votos a Paulo Portas?
Ok, agora a sério, será que um povo com um sentido de humor tão fraco seria capaz de sequer ver 5 mins de uma novela brasileira ou 10 segs do programa do Jô Soares? E que povo este seria capaz de tolerar o João Kleber ou mesmo o Roberto Leal? Humm ....
Agora sinceramente não me obrigue a rir com uma brasileira a imitar um dialecto mais parecido com macacos a mascar chiclete, ou a mandar um escarro num monumento...e sinceramente gozar com um número posto ao contrário parece-me equivalente a gozar com o ar porque o ar é transparente e até tem algum oxigénio!
Sinceramente, há com cada uma!

