Um blog onde a inteligência dos posts é comparável às intervenções do Mário Lino.
Como se não bastasse o facto de estar sempre a ver ou ler notícias acerca do caso Freeport, que muito honestamente pouco me interessa (toda a gente sabe que o Zezito mente, para quê inundar-nos com notícias? Queremos é novidades!), não percebo o sentido desta nova coqueluche da imprensa, o casamento gay.
Esclareço que nada tenho contra os gays, eles lá sabem o que fazem...mas isto de casamentos gays não tem por onde se pegue. Partindo da definição antropológica de casamento, chegamos à conclusão de que é semânticamente impossível, porque à partida implica uma união de duas pessoas de sexos diferentes. E não, não me venham com a desculpa que pode haver um elemento que faz de homem e outro de mulher. Falem é em união, ajuntamento, tortura (embora falte pouco para ser sinónimo de casamento), contrato...
Ou seja, legalizar o casamento gay é como legalizar a venda de pares de sapatos em que os dois sapatos são para o pé esquerdo ou abolir as casas-de-banho masculinas e femininas, substituíndo-as por casas-de-banho mistas.
Mas o mais incrivel, em que é que os casamentos gays podem servir para criar novos empregos e relançar a economia?
Esta é uma questão que me tem deixado inquietado nos últimos tempos. Parece que a nossa espécie (a humana para quem tenha dúvidas) em vez de evoluir em termos de inteligência, está a regredir!
Apresento desde já os motivos que me levam a tal conclusão:
- O facto de Bush ter governado a América o tempo que governou, sabendo que em cada três palavras que vocifera, quatro são asneiras;
- Paulo Portas obter mais de 1% de votos em qualquer eleição;
- O facto de muitos gestores nacionais e internacionais ganharem tanto dinheiro sem fazer nada mais nobre que coçar micoses, criarem tecido adiposo e brincar ao faz-de-conta-que-provoquei-uma-crise-por-ser-aldrabão;
- O número de pessoas que acreditam que Jesus era surfista;
- O número de putos que pensam que matemática devia ser apenas contas de somar e subtrair, desde que se usem números inteiros, superiores a 1 e menores que 9;
- A quantidade de pessoas que aproveitam todas as oportunidades de crédito para aumentar o número de computadores portáteis em casa, mesmo que isso implique comprar um de 2 em 2 dias;
Poderia dar exemplos toda a noite, mas fico-me por aqui.
Se alguém quiser acrescentar mais, seja bem-vindo!
Há um ano que mantenho este blog e nunca tinha escrito nada acerca do tema. Nunca escrevi nada porque na realidade tenho dificuldades em controlar os meus níveis de sarcasmo e arriscaria dizer alguns disparates...mas depois de ler tanta coisa e de pensar que realmente a tolerância para o disparate neste país é eterna, decidi arriscar!
Ora a Enfermagem em Portugal é a eterna ciência do deserasca! É a ciência do "poupa nas agulhas que o governo só tem dinheiro para pagar as reformas aos deputados que se sentam 8 anos". É a ciência do "eu estudei enfermagem, e ganho o ordenado de enfermeiro, mas faço de enfermeiro, médico, psicólogo, assistente social em circunstâncias normais". Por vezes é também a ciência do "trabalha demasiado, amigo fiel do utente e aquele que na tv aparece como o empregado do médico, algumas vezes com aspecto menos usual".
Agora como descrever o enfermeiro? Antes de tudo, a maior parte trabalha que se farta e sem dúvidas preocupam-se (uma clara maioria) com os seus utentes. A simpatia, a disponibilidade impera, mas (sim, infelizmente tenho que fazer um "mas") poucos valorizam-se a si mesmos, ou seja e em linguagem de gente, passam a vida a lixarem-se uns aos outros e em guerras que não se percebem (o problema das profissões que tenham mais de 2 mulheres juntas no mesmo sítio). Há também uma estirpe de adoradores de Satã (o famoso rei dos condenados), como lhes chamo, ou seja, aqueles que preferem estar bem com um indivíduo com influência do que com toda a equipa. Aliás é ver a forma como alguns se derretem e fazem vénias, mais parecendo aqueles cães amestrados ou mesmo as próprias focas.
E para acabar, porque não descrever o estudante de enfermagem, espécie de que fiz parte até há poucos meses:
o estudante de enfermagem é desconcertante. Não existe uma descrição que consiga incluir a maior parte destes. Mas a verdade é que cerca de 50% parecem algo e são outra coisa, muitos quando entram nem queriam enfermagem e alguns continuaram o curso na esperança de entrar em outro curso. Unidade no grupo? Palavras estranhas...Existem uns que entendem que tudo é poético, maravilhoso, utópico, enquanto que outros percebem logo que muitas coisas que se aprendem na escola, enfim, não estão contempladas no orçamento de estado. Existem os boémios e os que têm dificuldade em se separar dos pais mesmo que por uma noite (realidade madeirense, atenção!). Também aqui há os adoradores de Satã, os mesmos que fazem de sombra aos professores ou para melhor entender recolectores de flatos.
Prontos, cá saíu a minha breve descrição acerca do mundo oculto da enfermagem...
Revoltados? Com vontade de me bater? A suspeitar serem recolectores de flatos? Façam favor de refilar! :P
Lendário 2009 para todos aqueles que têm a coragem de passar por este blog. Fica a promessa de continuar e melhorar os conteúdos de excelência (leia-se disparates) que caracterizam este mesmo blog! =P
Chegamos ao Natal. Natal lembra muitas coisas, aquelas tretas do costume: pai natal, presentes, iluminações, solidariedade...
Existem algumas coisas que nunca compreendi no Natal: porque é que é sempre nesta altura que somos bombardeados com campanhas de solidariedade? Porque é que é nesta altura que temos de ser solidários? Porque é que a Popota é tão irritante?
Analisando as duas primeiras perguntas retóricas, verifico que normalmente os grandes promotores destas campanhas de solidariedade são hipermercados, sim os mesmos que despedem funcionárias grávidas ao longo do ano e rodam os empregados a cada seis meses. Outro facto é que ao ser bombardeados por tanta campanha de solidariedade sentimos que se não contribuirmos nada somos algo parecidos a sovinas ou assassinos.
Mas a verdade é que o acto altruísta é de quem efectua os seus donativos e muitas vezes não de quem efectua as campanhas (embora, sarcasmos à parte, seja bom elas existirem), porque conseguem publicidade positiva e não sei até que ponto têm prejuízos. Daí que entenda que existe uma certa contrariedade nestas coisas, mas é estranhamente normal nos dias que correm.
E já agora creio que não é só no Natal que devemos solidários...o resto do ano também serve, e deveriam fazer campanhas de solidariedade para as empresas: "Não tenha medo do trabalhador efectivo" ou "Mulher grávida é ser humano...não despeça as mulheres grávidas nem lhes faça a vida negra para obter o mesmo efeito".
Em relação à Popota, não percebo como alguém consegue sequer acompanhar metade do anúncio de uma Hipopótoma que canta, dança e faz duetos com o Tony Carreira...e Popota é um nome tão irritante, faz lembrar nome que se daria às nossas fezes...daqui a uns anos ainda alguém inventa a Bobosta (bem puxadinho até pode ter dois sentidos)...
Mais uma vez trago para este blog o tema dos programas da manhã.
Estava eu descansado a tomar o meu pequeno-almoço quando passo pela SIC. De início julguei que estaria a ver um julgamento, visto que estavam a relatar um caso de negligência, daqueles em que um médico qualquer supostamente fez uma asneirada e lixou alguém. Eis o retrato da deprimência: mulher prejudicada sentada num divã, com cara de quem tem dormido pouco. apresentadores com olhar intenso e torturante, tentando-se armar em pseudopsicólogos com o objectivo de arrancar 200 a 300 mL de lágrimas.
Tentei então ver aquilo alguns segundos, e lá ouvi o lado da mulher. Não consegui determinar se tinha razão ou não, mas lá ficou mesmo a chorar...o público esse estava silencioso. A mulher acabou de contar a história e nem passaram 3 seg e acontece isto: "E foi mais um caso no nosso programa. E AGORA O JACKPOT (música alegre, banda a tocar a música mais alegre que se lembra e o público a bater palmas e a assobiar)". Fiquei estupefacto e pensei comigo mesmo: "Mas o que é isto???? Eu nunca na vida, após uma história tão dramática, triste era capaz de gozar com a cara de alguém com aquilo! Então e o respeito, não se usa? E ao menos a gozar com a cara de alguém que fosse com a do Goucha, que aí garantidamente ficaria sintonizado muito que 89 segs..."
Mas a triste verdade é que aquelas histórias que não levam ninguém a lado nenhum são uma forma triste de se humilhar as pessoas na tv. Tudo por audiências, nada de respeito...a melhor comparação seria estar num enterro com uma banda, que enquanto o morto estaria a ser enterrado tocava músicas mórbidas e após acabarem de deitar a última pá de terra em cima do morto começar a tocar "I feel good".
Terei então eu razões para odiar ver alguém a contar as suas histórias nestes programas???


